sexta-feira, 22 de abril de 2016

Resenhando: Quando Saturno voltar

    Sabe aquele dia que você só quer esquecer da vida dentro de um bom livro? Eu estava nesses dias e fui procurar alguma coisa interessante, então achei o livro Quando Saturno voltar, da escritora brasileira Laura Conrado. Já tinha lido anteriormente outra obra dela, Freud, me tira dessa, mas não tinha me apaixonado e identificado tão loucamente pela história como aconteceu nessa.

Imagem do site da Laura Conrado
    Déborah (Dedé), é uma mulher de 28 anos, fascinada por estrelas, apaixonada por Pablo Neruda (<3), que namora um médico há quatro anos, é assessora de imprensa em um time de futebol mineiro da série B e ainda mora com os pais, vivendo de uma forma mais ou menos confortável, e eis aí seu grande problema.

    Dedé vai ao Chile para um jogo e nessa viagem ela conhece uma senhora que lhe diz que o céu vai lhe trazer surpresas, que sua vida vai ter “muita mudança”, “vai ter riso e choro”, e que ela “vai fazer as malas para viver um grande amor”, inicialmente, não se importa com o que escuta, afinal sua vida já estava boa. Após o jogo, ela é obrigada pelo dono do time em que trabalha, a ficar mais um dia no Chile, mas durante a sua viagem de volta, no céu (literalmente), conhece um homem, que mexe com ela de uma forma que seu namorado "perfeito" não consegue.

    O livro tem esse nome, porque para a astrologia, quando chegamos na idade de 28 ou 29 anos, Saturno volta para o lugar que estava quando nascemos, ou seja, é uma época de reviravolta, mudança, evolução. Não pense que lerá um guia de astrologia ou algo parecido, mas sim uma ótima história que nos fala que independente de qualquer coisa, temos de sair do nosso ponto de comodismo e dar uma boa volta na vida, assim como Saturno.

    A protagonista sempre esteve envolvida em algum relacionamento, mas será que tudo isso não era por medo de não ser feliz sozinha? Ou por medo de não ser suficiente para si, nem para os outros?. O livro não é de autoajuda, mas faz o leitor pensar sobre os caminhos que está tomando na vida, seja ela sentimental ou profissional. Fica a pergunta: Será que não estamos nos acomodando na vida? Será que as vezes começamos um relacionamento somente, como diz no livro, por "pura carência", como se precisássemos dizer ao mundo que somos uma pessoa “namorável”, que somos boas o suficiente para ter alguém que se interesse por nós, de certa forma até pedindo para que os outros também nos ame??

    O livro está repleto de citações maravilhosas, afinal a história é muito bem desenvolvida em cima de poemas do chileno Pablo Neruda (um dos motivos que me levou a ler o livro). Não leremos somente sobre a vida amorosa de Déborah (com quem muitas pessoas podem se identificar), leremos também sobre família e as confusões que ela pode causar na nossa vida, é também sobre superação, sobre amar aos outros e também a si mesma. E lá se vão as Abelhas de Ouro para esse livro que tanto me surpreendeu e tornou-se um queridinho 🐝🐝🐝🐝🐝.


Fica aqui o link do site da Laura Conrado, para quem quiser saber mais sobre ela e seus outros livros. Ah, também dá para comprá-los já autografados <3.

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